Serviços puxa criação de vagas em agosto


Embalado por sinais de retomada da economia brasileira, o país registrou em agosto o quinto mês consecutivo de criação de postos de trabalho. O saldo positivo no mês passado foi de 35.457 empregos com carteira assinada, puxado pelos setores de serviços (23.299), comércio (10.721) e indústria da transformação (12.873).

Apesar de ser o melhor desempenho para meses de agosto desde 2014 (101.425), o resultado veio abaixo da expectativa média de estimativas de economistas consultados pelo Valor Data, que era de criação de 47,2 mil vagas. No acumulado do ano, a geração líquida de emprego foi de 163.417. Em 12 meses encerrados em agosto, a perda de vagas ainda é de 544.658.

O coordenador de estatísticas do Ministério do Trabalho, Mario Magalhães, afirmou que a tendência é o saldo líquido do emprego em setembro seja melhor do que o apurado em agosto. “A sazonalidade dos meses de setembro e outubro é positiva. A expectativa, de acordo com sazonalidade, é que setembro seja melhor que agosto”, disse o coordenador.

Magalhães não se comprometeu com previsão de número positivo do emprego para o ano porque o resultado do emprego nos meses de dezembro ser sempre uma “caixinha de surpresa”. “Quem tiver uma vela pode acender, quem tiver uma Ave Maria pode rezar. Não dá para dizer que não vai ser negativo. Em nenhum momento poderemos dizer isso”.

O presidente Michel Temer comemorou em sua rede social os dados de agosto que, segundo ele, apontam para a manutenção da geração do emprego no país. “O emprego com carteira assinada continua a crescer”, disse o presidente. “O Brasil voltou a crescer e a empregar”, disse o presidente.

Sob a ameaça de conturbação política com nova denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR), o Palácio do Planalto vai concentrar esforços na propagação de indicadores de retomada da confiança e de perspectiva de crescimento econômico para municiar defensores do governo do presidente Michel Temer.

Na avaliação do coordenador-geral de estatísticas, um dos destaques do Caged de agosto, considerando a variação percentual em relação ao estoque do mês anterior, foi o desempenho no setor da indústria da transformação. Enquanto a abertura líquida de 35.457 vagas em agosto representa um crescimento de 0,09% em relação a julho, os 12.873 postos adicionados pela indústria da transformação representam aumento de 0,18% no mesmo período.

No caso do setor de serviços, a variação foi positiva em 0,14%, com a geração de 23.299 empregos, seguida pela do comércio, de 0,12%, ou 10.721 postos de trabalho, e pela perda de 0,75%, ou 12.412 empregos, no segmento agrícola de um mês para o outro.

“O destaque do resultado foi a indústria de transformação. Teve saldo bastante positivo. Atendendo, reagindo positivamente à demanda de fim de ano”, explicou Magalhães. “Em termos relativos, foi o que mais cresceu, generalização de expansão de emprego por setores de atividade”.

Por outro lado, o setor que teve forte perda de emprego em agosto foi o da Agricultura (-12.412). Magalhães explicou que o comportamento está relacionado ao fim do ciclo do café em Minas Gerais. “Existe finalização de ciclo positivo no Sudeste e que será iniciado no Nordeste (cana-de-açúcar e frutas)”, contou.

Do total de 35.457 postos criados no país, 19.964 foram no Nordeste; 5.935 no Sul; 4.655 no Centro-Oeste; 3.275 no Norte; e 1.628 no Sudeste. Em agosto, o Estado de São Paulo foi o que mais gerou empregos com 17.320 postos de trabalho com carteira assinada, seguido por Santa Catarina (6.130) e Ceará (4.975). Os piores resultados foram de Minas Gerais, com o fechamento de 9.445 vagas; seguido por Rio de Janeiro (-3.400) e Espírito Santo (-2.847).

O Caged mostrou ainda que o salário médio real de admissão subiu está subindo. Em agosto, o salário médio real de admissão foi de R$ 1.495,07. No mesmo mês do ano passado, esse valor correspondia a R$ 1.409,96.

Fonte: Valor Econômico

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