Serviços perdem 2,4% de receita operacional e 300 mil postos no 1º ano da crise

Perda foi puxada pelo desempenho do segmento de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio

No primeiro ano da crise, o setor de serviços não financeiros gerou R$ 1,4 trilhão de receita operacional líquida, uma queda de 2,4% em relação ao ano anterior, segundo a Pesquisa Anual de Serviços 2015, divulgada nesta sexta-feira, 22 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A perda foi puxada pelo desempenho do segmento de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio, onde a queda na receita alcançou 4,2%. Por outro lado, a receita operacional líquida das atividades de ensino continuado cresceu 8,7%, em termos reais. Segundo o IBGE, a atividade foi impulsionada pela deterioração no mercado de trabalho. O aumento do desemprego levou as pessoas a investirem mais em qualificação profissional.

Em 2015, o País tinha 1,287 milhão de empresas de serviços, que geraram R$ 856 bilhões de valor adicionado bruto. O setor empregava 12,7 milhões de pessoas, que receberam R$ 315,0 bilhões de salários, retiradas e outras remunerações. O número de postos de trabalho, porém, recuou 2,3%, ou seja, 304.521 empregados foram demitidos.

O segmento Transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio foi responsável pela maior parte da receita operacional líquida, uma fatia de 29,3%. Na análise por atividades, as empresas de telecomunicações foram as líderes na geração de receita, com 11,3% do total.

A ocupação média no setor de serviços foi de 10 pessoas por empresa. O segmento dos Transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio concentrou as empresas de maior porte, com cerca de 14 pessoas ocupadas por empresa. Já os segmentos de atividades imobiliárias e de serviços de manutenção e reparação tinham a menor média de funcionários, de quatro ocupados por empresa.

Os trabalhadores do setor de serviços recebiam um salário médio mensal de R$ 1.911 em 2015. O resultado significa uma redução de 4,6% no rendimento médio mensal, já descontados os efeitos da inflação.

O segmento de informação e comunicação teve a média salarial mais alta naquele ano (R$ 3.831), enquanto os serviços prestados principalmente às famílias eram os que pagavam menos aos funcionários (R$ 1.178).

Os serviços profissionais, administrativos e complementares concentraram a maior parcela do pessoal ocupado (40,0%) e da massa salarial (35,9%).

Fonte: Estadão Conteúdo

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