Palestra do Seac-RJ aponta como manter sucesso empresarial

O Seac-RJ promoveu nos dias 17 e 19/04, o curso “Gestão em tempos de crise” a fim de atender a demanda da diretoria e dos empresários por programas de capacitação. O consultor empresarial José Renato Miranda apontou soluções internas que visam manter estáveis as atividades das empresas mesmo em cenários externos mais conturbados.

Segundo Miranda, a chave para a manutenção do sucesso de uma empresa reside no modelo de gestão organizacional e no relacionamento com o cliente. No setor de serviços, esse último ganha ainda mais força porque o fluxo do trabalho prestado é contínuo, diferente de um produto que após avaliação da entrega tem seu processo concluído.

“No cliente, residem todas as soluções para as empresas. É preciso entendê-lo para melhor atender. Compreender primeiro quais suas necessidades, passar por um processo de geração de resultados efetivos, conquistá-lo para no fim, se houver espaço, gerar novas demandas por serviços”, afirmou. 

De acordo com Miranda, nesse movimento, algumas empresas perdem o foco e adotam inovações que nem sempre são úteis.

“Nem toda inovação é pertinente. É preciso avaliar se condiz com o perfil da empresa e se é algo que realmente agrega e produz resultados junto ao cliente. Inovar por inovar é um movimento automático que pode gerar lucro, mas também ônus para empresas. Em tempos de crise, correr riscos assim é algo ainda mais perigoso”, disse.

Falhas na gestão – A crise econômica que atingiu o país fechou portas, mas segundo o palestrante, ela representaria apenas uma queda de negócios se em conjunto não atuassem também problemas internos da organização.

“Há dois tipos de crise. A primeira é​ externa e reflete o ambiente de negócios, exigindo soluções ligadas à política do país. A segunda é inerente à rotina das empresas e está ligada ao modelo de gestão aplicado. Motivos comportamentais são as principais causas de mortalidade de empresas no país”, declarou.

Nesse sentido, as falhas mais comuns são: a praticidade acima do planejamento, onde a empresa não elabora ou os funcionários não respeitam o que foi decidido na reunião de implementação de um contrato. O que importa é fazer as coisas rapidamente, na correria, e daí surgem os atropelos e ruídos com os clientes; e o hábito de colocar as pessoas acima da gestão, um regime de exceções que mistura e ​desestabiliza o método de gerência de informações na direção de cima pra baixo.

Empresa familiar – No setor de serviços, pelo fato de haver muitos espaços, das funções básicas até as de maior qualificação, a presença de parentes tende a ser bem maior e a possibilidade de conflitos cresce na mesma proporção.

Embora o modelo de gestão familiar seja predominante, 65% das empresas familiares entram em queda nos períodos de sucessão – 1ª para a 2ª geração e 2ª para 3ª geração. Segundo Miranda, isso ocorre mais por questões mal resolvidas entre os familiares do que por falhas na gestão.

“A dificuldade para gestão de empresa familiar está na criação da consciência de que a família precisa trabalhar para a empresa, e não a empresa para família. Desde o início ou conforme a empresa cresce, entram parentes. Por serem da família, acham que podem ter privilégios em relação a horário, retiradas, decisões, entre outros aspectos, e aí nascem os conflitos”, explica o consultor.

Miranda apontou algumas dicas para o equilíbrio das relações nas empresas familiares. Primeiro, é preciso ter consciência de​ que a empresa familiar não é vitalícia e que para mantê-la deve-se diminuir a distância entre as gerações. Em seguida estão o diálogo e treinamento, pois parente não é, necessariamente, competente e para aprender a fazer o certo tem que investir em qualificação. Por fim, a união leva a um acordo que encerra e consolida o planejamento da empresa.

Fonte: Assessoria de Comunicação Seac-RJ

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