Eneac inicia com panorama político do Brasil apresentado pelo comentarista Kennedy Alencar

A abertura das palestras do Eneac 2016 foi realizada pelo comentarista de política e economia da rádio CBN e do SBT, Kennedy Alencar, com a palestra “Panorama Político do Brasil”.

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Ao falar para os empresários do setor, Kennedy deixou um recado sobre a votação do projeto de terceirização.

“Se vocês não se unirem à Fiesp, dificilmente esse assunto vai andar, porque o Temer acha que é um vespeiro. Para ele, a CNI e a Fiesp já estão atendidas com a CPMF. Hoje, não há consenso entre as entidades interessadas, o que faz o projeto perder força política. É preciso que haja mais negociação, porque aí sim o Temer vai ver o projeto com bons olhos”, disse.

Em seu discurso, o jornalista apresentou uma visão geral sobre a política nacional e o posicionamento do presidente Michel Temer.

“O Temer errou ao abrir demais o leque de ambições dele e não há tempo para tudo isso,  são apenas dois anos”, afirmou.

Com a agenda muito ampla, Kennedy anunciou que o presidente decidiu enxugar as metas e que terá que focar na PEC que limita os gastos públicos e a reforma da Previdência. Para o comentarista,  se forem realizadas essas duas reformas, Temer terá chance de sair bem do governo.

“O Temer chegou ao poder para arrumar a economia e ele não tem que fazer outra coisa”, frisou.

Para ele,  a política continuará a ser o principal nó do Brasil, principalmente porque há um Congresso muito dividido e polarizado.

Com o impeachment de Dilma Roussef, o Congresso ganhou muita força e está muito fragmentado. Segundo o comentarista,  esse tipo de processo gera muita fragilidade na imagem do país.

“Em 30 anos, o Brasil já retirou dois presidentes do cargo, e isso sinaliza para os investidores externos que o país é muito instável”, afirmou.

O peso da Lava Jato,  para Keneddy, é muito forte, principalmente após a queda de Dilma e Cunha.

“O legado da Lava Jato será a mudança de cultura que iniba mais a corrupção. Essa investigação de ricos e poderosos vai elevar o nível da relação entre os políticos e as empresas”, observou.

Kennedy apontou que deve haver uma preocupação com as empresas que estão sendo investigadas, pois elas também são responsáveis pela empregabilidade no país.

Ao final, o jornalista foi convidado a participar de uma discussão mediada por Jeferson Nazário, presidente da Fenavist, e Fábio Sandrini, conselheiro consultivo da Febrac. O jornalista falou da sua visão de futuro para o Brasil.

“Sou otimista em relação ao crescimento do Brasil. Acho que a Lava Jato melhora o país. E isso vai passar. Ela não está fazendo um combate à corrupção, mas à impunidade. Não se trata de acabar com o PT, mas com a impunidade”.

Kennedy tem um blog de informação, análise e opinião, o Blog do Kennedy.

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