Indústria, Comércio e Serviços puxam saldo positivo de empregos em julho

Foi o quarto mês consecutivo de abertura de vagas;  pela primeira vez nos últimos 33 meses, Construção Civil teve desempenho positivo na criação formal de empregos


Dados preliminares do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do mês de julho mostram crescimento do número de empregos no Brasil pelo quarto mês consecutivo. Foram criadas 35,9 mil vagas formais no último mês em todo o país, resultado de 1.167.770 admissões e 1.131.870 desligamentos. Dos 25 subsetores econômicos, 17 empregaram mais do que demitiram, o que aponta uma consolidação da recuperação econômica.

“Isso mostra que o país está no rumo certo e que o governo federal está tomando as medidas necessárias para colocar novamente o Brasil no rumo do crescimento econômico e da recuperação do emprego”, afirmou o ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira.

O principal responsável pelo desempenho de julho foi o setor da Indústria da Transformação, onde foram criadas 12.594 vagas. O número foi puxado pela indústria de produtos alimentícios, que gerou 7.995 postos, e pela indústria do material de transporte, que criou 2.282 postos. Esse último subsetor inclui a indústria automobilística, o que sinaliza a confiança dessas empresas na retomada do poder de compra e da demanda de crédito por parte da população, considerando que se trata de bens duráveis e de valor mais elevado.

Na mesma linha do desempenho automobilístico encontra-se a Construção Civil, que, após 33 meses de saldos negativos, criou 724 vagas formais em julho. A última vez de saldo positivo no setor foi em setembro de 2014, quando tinham sido abertos 8.437 postos. O coordenador de estatísticas do Trabalho do Ministério do Trabalho, Mário Magalhães, avalia esse resultado com uma sinalização de que o processo de retomada da economia está se generalizando entre os diversos setores de atividade no país.

“O crescimento do nível emprego na indústria automobilística e na construção civil indica, em princípio, que há uma expectativa de que as famílias estão recuperando sua capacidade de endividamento e, assim, ampliando a demanda de consumo como um todo. São dois setores cuja produção está fortemente associada a contratação de financiamento e não apenas a fatores sazonais, como a da Agropecuária, por exemplo, que até o momento vinha liderando a geração de empregos ao longo do primeiro semestre do ano. Este fato aponta para uma consolidação maior da recuperação econômica”, explica.

Também indica tendência de consolidação desse crescimento o desempenho dos Serviços, que geraram 7.714 novas vagas em junho, especialmente no subsetor de comércio e administração de imóveis, valores mobiliários e serviços técnicos profissionais, em que boa parte das atividades está relacionada à construção civil.

O Comércio também teve desempenho positivo tanto no atacado quanto no varejo. O resultado foi um saldo de 10.156 novas vagas. E a Agropecuária também segue gerando empregos formais, com a criação de 7.055 postos a mais em julho, principalmente por causa da cana-de-açúcar e do café.

Apenas oito subsetores apresentaram performance negativa no último mês. Nessa situação, destacaram-se a Indústria da Borracha e do Fumo, com fechamento de 2.318 vagas, os Serviços Industriais de Utilidade Pública, com -1.125 vagas e a atividade de ensino, com 9.774 postos de trabalho a menos, devido à sazonalidade do meio do ano.

Das 27 unidades da federação, o resultado foi positivo em 20, com destaque para São Paulo, Mato Grosso e Goiás. Em termos regionais, o emprego cresceu em quatro das cinco regiões, sendo negativo apenas no Sul.
Fonte: Ministério do Trabalho

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