Brasil perde competitividade por excessos regulatórios e atrasos na tecnologia digital

Por Lúcia Tavares

O Brasil sofreu queda de três pontos no ranking mundial de competitividade entre 2017 e 2018, e está na lista140 países com dificuldades para conquistar espaços no mercado global de bens e serviços e para atrair investimentos.

Os dados constam do último Relatório Global de Competitividade do Fórum Econômico Mundial, organização internacional sediada na cidade suíça de Genebra, que reúne grandes lideranças e organizações em debates e estudos sobre a economia global.

O documento pontua o País saltando da 69ª para a 72ª colocação, e observa o quanto é nocivo para a economia local o atraso causado pela mão de ferro do Estado brasileiro no regramento do mercado – situação já por vezes apontada em estudos do Fórum.  Dos 140 países avaliados, é no Brasil a maior incidência dessas medidas regulatórias.

A conclusão é que quanto mais os governos tentam controlar a atividade produtiva por meio de regulações e imposição de normas oficiais, maior é o espaço para a corrupção e arbitrariedades por parte de agentes públicos. Isso dificulta e atrasa decisões empresariais, aumenta os custos de transação, e torna a prestação de contas mais obscuras, tanto na esfera privada como no setor público.

Além de apontar a frágil capacidade brasileira no competitivo mercado global, o relatório expõe também o quanto o Brasil, e boa parte das economias analisadas, não têm o estofo para se inserir num mundo velozmente transformado pelas novas tecnologias digitais. “Uma realidade que vem criando um conjunto ainda não perfeitamente delineado de desafios para os governos, para as empresas e para as pessoas”, informa o documento.

Ao avaliar esse dado do Relatório Global de Competitividade do Fórum Econômico Mundial, o presidente da Central Brasileira do Setor de Serviços – Cebrasse, João Diniz, ressalta que a incontível aceleração de novidades digitais em todo o Planeta impõe enormes desafios às atividades produtivas, “especialmente aos Serviços, por sua potencialidade na geração de renda e sua primazia nos níveis da empregabilidade”.

 

O empresário observa que inúmeros segmentos do setor têm caminhado nesse sentido. Mas salienta que “é preciso ir mais adiante nisso, buscando um alinhamento ideal a essa constante profusão de tecnologias digitais para sistemas, maquinários, equipamentos e produtos que modernizam e potencializam a capacidade produtiva da prestação de serviços”.

Fonte: Cebrasse

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