10ª Ação Nacional Febrac: Empresas de limpeza oferecem três mil vagas para deficientes no Rio

 

Falta de política pública de inclusão social para deficientes impede cumprimento da Lei de Cotas

A falta de política pública de inclusão social para pessoas com deficiência prejudica, muitas das vezes, os processos de recrutamento e seleção desse tipo de trabalhador para as vagas oferecidas no setor de serviços. Segundo o Sindicato das Empresas de Asseio e Conservação do Estado do Rio de Janeiro (Seac-RJ), empresas associadas estão disponibilizando atualmente três mil vagas voltadas para este tipo de trabalhador, mas enfrentam dificuldades para encontrar candidatos.

Para tentar preencher esses postos de trabalho, empresas associadas ao Seac-RJ receberão currículos de candidatos durante o Ato de Cidadania, uma das atividades da 10ª Ação Nacional Febrac – Limpeza Ambiental. O evento será realizado no dia 16 de setembro, das 10h às 13h, no Divo Quiosque, em Copacabana. Além de entregar os currículos pessoalmente, os candidatos poderão enviar para o e-mail seacrj@seac-rj.com.br.

As vagas são para recepcionistas, telefonistas, digitadores, porteiros, vigias, serventes e auxiliar de serviços. Podem se candidatar pessoas com deficiência e beneficiários reabilitados que tenham cumprido o Programa de Reabilitação Profissional pelo Instituto Nacional de Seguro Social (INSS) e que, ao final do programa, recebem um certificado que lhe garante esta condição.

DIFICULDADE DE LOCOMOÇÃO E PRECONCEITO SÃO ENTRAVES – No Brasil, há mais de 44 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência tentando conquistar um trabalho. Dificuldade de locomoção nas ruas e calçadas, falta de transporte adaptado e até de infraestrutura específica no próprio ambiente de trabalho, com rampas e portas mais largas, são alguns impedimentos para as pessoas com deficiência assumirem postos de trabalho. Outro motivo agravante é o preconceito. Ainda há no mercado a visão de que este tipo de trabalhador é menos produtivo.

Para os empresários, esses entraves colocam à prova as exigências da Lei de Cotas (8.213/91), que determina que empresas com 100 (cem) ou mais empregados estão obrigadas a preencher de 2% (dois por cento) a 5% (cinco por cento) dos seus cargos com beneficiários reabilitados ou pessoas portadoras de deficiência, habilitadas, no seu quadro de efetivos. Quando as empresas não atingem a cota, são punidas com multa.

“O Ministério Público e do Trabalho deveria avaliar as condições que o deficiente físico precisa enfrentar para conquistar um emprego. O governo precisa criar uma política de inclusão social e cumprir o seu papel social”, critica o presidente do Seac-RJ, Ricardo Garcia.

As empresas que prestam serviços sentem também dificuldade para alocar trabalhadores com deficiência nos clientes, que nem sempre estarão preparados com infraestrutura adaptada para receber esta pessoa. Além disso, nem sempre há como essas empresas terem o controle sobre as normas e procedimentos para a contratação de deficientes de cada cliente.

“Por tantos motivos, as empresas não conseguem alocar esses trabalhadores nos clientes e, como solução, tentam absorver em suas áreas administrativas, mas como são poucas vagas, não conseguem cumprir a cota”, explica Ricardo Garcia.

Outro motivo é o próprio salário médio de aproximadamente R$ 1000,00 do setor de asseio e conservação para atrair este tipo de mão de obra, que fica quase no mesmo nível do valor do benefício da previdência, em torno de R$ 900,00.

“Não é vantajoso para essas pessoas saírem de casa tendo que enfrentar todos os obstáculos para chegar ao trabalho e, ao final, ganhar quase o mesmo valor”, afirma Ricardo Garcia.

No Brasil, 6,2% da população têm alguma deficiência, segundo dados do IBGE de 2015. Mais de 352 mil desta população já estão no mercado de trabalho em todos os estados do país, de acordo com os dados da Rais 2013 e Caged 2014. De acordo com o Decreto 3.298/1999, é considerado deficiente todo indivíduo que apresente a perda ou anormalidade de uma estrutura, função psicológica, fisiológica ou anatômica, que gere a incapacidade de desempenhar atividades dentro do padrão considerado normal para o ser humano.

Serviço:

10ª Ação Nacional Febrac – Limpeza Ambiental / Clean Up the World

Data: sábado, 16 de setembro

Horário: das 10h às 13h

Local: Divo Quiosque – Av. Atlântica, 828, Copacabana

Página do evento no Facebook: https://www.facebook.com/events/1952288681653159

Realização: Sindicato das Empresas de Asseio e Conservação do Estado do Rio de Janeiro (Seac-RJ)

Presidente: Ricardo Garcia / Diretor superintendente: José de Alencar

Assessoria de Imprensa

Renata Acioli – 21-99938-0304 / renata@mundomidias.com.br

Juliana Araújo – 21-98089-9540 / juliana@mundomidias.com.br

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Uma resposta a 10ª Ação Nacional Febrac: Empresas de limpeza oferecem três mil vagas para deficientes no Rio

  1. ivanil julio da silva disse:

    o link, coloque aqui o seu curriculo nao abre.

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