25ª edição do Eneac reúne empresários para discutir terceirização e o mercado de asseio e conservação

Reforma trabalhista e o projeto de lei que regulamenta a terceirização foram destaques do Encontro

O futuro do mercado com o novo governo exercido pelo presidente Michel Temer e as demandas dos empresários que atuam no setor de asseio e conservação, como a aprovação do projeto de lei da terceirização e a Reforma Trabalhista, foram os principais tópicos da 25ª edição do Encontro Nacional das Empresas de Asseio e Conservação (Eneac) 2016, realizado entre os dias 21 e 25 de setembro, na Praia do Forte, em Salvador, na Bahia.

eneac_select-2

Representantes do setor de asseio e conservação na 25ª edição do Eneac. Da esquerda para a direita: Ricardo Garcia, Laércio Oliveira, Adonai Arruda, Edgar Segato, Aldo de Ávila Júnior, Edson Schueler e Juarez Garcia Foto: GS2 Eventos / Diego Pacheco

A delegação do Seac-RJ, formada por 90 pessoas, entre representantes do sindicato, empresários e familiares, se uniu às demais delegações de diversos estados, com o objetivo de fortalecer ainda vez mais o segmento. Para o presidente do Seac-RJ, Ricardo Garcia, o Encontro representa uma oportunidade de alinhamento de questões inerentes ao setor.

Acesse o álbum de fotos no Facebook

eneac-2016-seac-rj

Delegação do Seac-RJ com o presidente Ricardo Garcia

“Não tenho dúvida de que estamos sempre avançando com a Febrac e os sindicatos fazendo um trabalho extraordinário. O Eneac nos permite gerar um sentido muito sólido de trabalhar em união, em parceria, ainda mais porque a concorrência vem aumentando muito. Vemos que cresce o número de empresas entrando no mercado, o que é uma característica do setor. Então precisamos continuar a transmitir essa necessidade de integração, formando também novas lideranças e trazendo mais empresários para conviver e participar das ações das entidades de classe. Dessa forma, poderemos efetivamente produzir o melhor para a categoria patronal”, afirma.

Em dois dias de apresentações, o Eneac trouxe à tona discussões sobre política, economia, legislação, meio ambiente e até qualidade de vida, distribuídas em nove palestras.

20160922_095834

POLÍTICA E ECONOMIA – A abertura ficou por conta do jornalista e comentarista da rádio CBN, Kennedy Alencar, com a palestra “Panorama Político do Brasil”.  Ao falar para os empresários do setor, Kennedy deixou um recado sobre a votação do projeto de terceirização.

“Se vocês não se unirem à Fiesp, dificilmente esse assunto vai andar, porque o Temer acha que é um vespeiro. Para ele, a CNI e a Fiesp já estão atendidas com a CPMF. Hoje, não há consenso entre as entidades interessadas, o que faz o projeto perder força política. É preciso que haja mais negociação, porque aí sim o Temer vai ver o projeto com bons olhos”, disse. Leia mais

20160922_104048

TECNOLOGIA – No mesmo dia, foram realizadas duas palestras sobre tecnologia e inovação no setor. A primeira trouxe o tema “Robotização nas empresas”, com Thomas Boscher, VP e gerente geral da Intellibot. Diversey Care, uma divisão da Sealed Air. Redução de mão de obra e segurança e limpeza melhoradas são algumas das vantagens para as empresas que adotam este tipo de tecnologia.

Ao final da palestra, o presidente do Seac-RJ, Ricardo Garcia, que foi um dos mediadores, falou ao convidado da dificuldade de aplicar a robotização no Brasil. “Os clientes exigem ainda a presença dos trabalhadores. Há necessidade de mudança cultural do mercado”, afirmou. Leia mais

20160922_0842210

Em seguida, o público pode conhecer mais vantagens de aplicar tecnologia no atendimento aos clientes na palestra A influência da digitalização nos negócios das empresas de asseio e conservação”, Abilio Cepêra, com o diretor geral da Kärcher.

“Temos a tendência de gerenciar as nossas empresas como um grande navio, o que não acompanha a velocidade das tecnologias atuais. Hoje, as informações são trocadas entre diversos dispositivos e isso faz com que qualquer transformação seja realizada numa velocidade muito grande, o que muda o comportamento do consumidor”, explicou. Leia mais

20160922_110532

TREINAMENTO – A abordagem sobre os treinamentos dos profissionais da área de asseio e conservação ficou por conta da superintendente executiva da Facop, Cássia Almeida, na palestra “Rompendo Barreiras – Capacitação operacional mediada pela tecnologia”.  “As atitudes das pessoas são a imagem da empresa.  Capacitar é, portanto,  investir em sua marca”, afirmou a palestrante. Leia mais

20160922_091540

SAÚDE E QUALIDADE DE VIDA – O apresentador Fernando Rocha, do programa Bem Estar, da TV Globo, fez uma passagem muito bem humorada e descontraída pelo Eneac com a palestra “Como cuidar da sua saúde” e deixou a sua mensagem sobre os desafios para vencer a balança, quando se trata de perder peso.

“É importante entender que medicina não é ciência exata.  Faça o que conseguir.  Se for somente dez minutos por dia,  faça.  Se você não gosta de atividade física,  é porque você ainda não encontrou, mas procure uma que realmente te agrade”, recomendou. Leia mais

eneac-2016-nelma-penteado1
Ainda no mesmo dia, o Eneac deste ano trouxe uma novidade: a palestra “Mulher Diamante”, com Nelma Penteado, autora de oito livros “best-seller“, sendo dois voltados para o mundo corporativo “Inteligência Profissional e Afetiva” e “A Consultora de Boas Compras”.

 

eneac-2016-douglas-rodrigues

REFORMA TRABALHISTA – No segundo dia, o Eneac iniciou com uma das discussões mais importantes hoje no cenário político e econômico do país e que atinge diretamente os interesses dos empresários do setor: a Reforma Trabalhista. O tema foi abordado pelo ministro do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Douglas Alencar Rodrigues, na palestra “Questões controvertidas de direito individual e coletivo do trabalho”.

O debate em torno da prevalência do judiciário em cima das negociações coletivas é, para o ministro, um dos mais importantes que está sendo travado a partir de julgamento do Supremo Tribunal Federal.

“Nós chegamos em 88 com uma Constituição anunciando a possibilidade da flexibilização do direito do trabalho com a redução de salários e alteração dos parâmetros da jornada. Durante muito tempo se discute qual o poder dos sindicatos na regulação das relações de trabalho e qual a vocação da negociação coletiva, que só existe para ampliar os níveis de proteção já inscritos na legislação estatal ou pode ser utilizada para flexibilizar, reduzir e inovar, contrariando preceitos da CLT?”, indagou Douglas, citando os incisos 6, 13 e 14 do Artigo 7º da Constituição Federal.  Leia mais

eneac-2016-toni-dandrea1

LIMPEZA – O conceito de limpeza como valor social foi apresentado pelo italiano Toni D’Andrea, na palestra “Limpeza absoluta”.

“A limpeza é o valor fundamental da sociedade em todo o mundo.  Não se trata apenas a limpeza, mas sim de ter novas atitudes.  Eu queria que o sistema de educação ensinasse na escola que a limpeza é uma ideia de uma sociedade melhor”, disse. Leia mais

20160923_120224

INOVAÇÃO – Por último, o Eneac fechou o seu ciclo de palestras com chave de ouro. Em uma apresentação leve e descontraída, o professor, consultor em gestão empresarial e palestrante Waldez Luiz Ludwig falou para a plateia sobre inovação, criatividade e estratégias competitivas na palestra “Competitividade em tempos de grandes mudanças”.

“O serviço é intangível. O resultado é sentimento. Vocês não entregam geladeira, entregam sentimento”, disse Ludwig, que ainda deixou mais um conselho: “Vocês têm que se unir cada vez mais. O negócio é o poder do conjunto. E não esqueçam que o cliente está sempre razão, ele está no controle, porque o dinheiro está no bolso dele e você quer que venha para o seu. Temos que aumentar o valor percebido pelo cliente pelo menor custo com conhecimento. Portanto, agrade sempre”. Leia mais

eneac-2016-timbalada

A festa de encerramento do Eneac 2016 foi embalada pelo ritmo da banda samba-reggae Timbalada, de Salvador, no dia 24.

Publicado em COBERTURA ENEAC 2016 | Com a tag , , , , , , | Deixar um comentário

“Quer ser competitivo? Inove!”, diz professor Waldez Luiz Ludwig no Eneac

A última palestra apresentada na 25ª edição do Encontro Nacional das Empresas de Asseio e Conservação (Eneac) abordou como as empresas devem competir no mercado, que muda a cada dia, com as constantes inovações das tecnologias de informação. De forma bem humorada, o professor, consultor em gestão empresarial e palestrante Waldez Luiz Ludwig falou para a plateia sobre inovação, criatividade e estratégias competitivas na palestra “Competitividade em tempos de grandes mudanças”.

20160923_120224

Ludwig começou a sua palestra lembrando das revoluções pelas quais a humanidade já atravessou, desde o homem das cavernas até os dias atuais.

“A inovação já começou nas cavernas, quando o ser humano inventou o domínio do fogo. Essa inovação é tao importante, que você não vive sem ela até hoje e acende fogueira todo dia quando acorda, no fogão”, brincou.

Em seguida, o professor continuou falando da segunda revolução, quando muito tempo depois o homem descobriu o arado. “A família foi criada para fazer agricultura. E aí surgiu o capataz, que aliás existe até hoje. A gente chama de gerente (risos)”, disse.

A terceira revolução foi a industrial, na qual, segundo o palestrante, começou a separação entre trabalho e vida. “Uma bobagem! A revolução industrial separou o trabalho da arte. De alguns anos para cá, trabalho é sacrifício, e arte, diversão. Mas a revolução industrial fez uma coisa pior: separou a humanidade em dois tipos, os que pensam e os que fazem, a chamada mão de obra, que ainda qualificamos para serem cachorros bem qualificados”, destacou.

O professor cita que no Brasil, entre 70 e 75 % das pessoas dizem que odeiam trabalhar. Isso porque, segundo ele, o ser humano virou bicho, não se sente um pensador, contrapondo o que o filósofo Aristóteles dizia sobre as qualidades que o tornam ser humano: ter criatividade e saber negociar.

“Só mandamos nos animais porque temos ideia. Mas quando a mão de obra é tratada como bicho que não pensa, surge o ódio ao trabalho. E com isso, criaram a avaliação de desempenho, que é pra cavalo; plano de cargos e salário,  uma das maiores lástimas do mundo, porque tabelou todo mundo por igual; e a isonomia salarial. Não importa a competência, se você está em uma mesma função que o outro, receberá o mesmo salário”, afirmou.

Com a quarta revolução, na década de 70, quando houve a união do computador com o satélite, o mundo competitivo mudou. Hoje, ganha-se pelo talento e não pela tabela, por isso, é errôneo achar que o mundo está em crise. Para o palestrante, está em constante transformação. “A revolução agora não está nos meios de produção, mas na base da economia, que deixou de ser material e passou a ser espiritual”.

Para exemplificar, Ludwig citou o caso de marcas valiosas no passado, como a Esso, que hoje foram ultrapassadas por “marcas que vendem espírito”, design e beleza, como a Apple. “São empresas que não tem grandes frotas, muitos funcionários, e no caso da Apple, nem o computador é dos melhores, mas ele é lindo”, comentou.

Já o fenômeno mundial da “uberização” da economia, que tira o negócio das mãos do intermediário, é um exemplo de inovação que muda completamente toda uma indústria e o comportamento o consumidor, com atendimento e vendas sendo realizadas através de aplicativos de celular e tablets.

20160923_131931

Na economia da rede, todas as transações passam a ser feitas através de bits, como a tecnologia Blockchain, estrutura de dados que representa uma entrada de contabilidade financeira ou um registro de uma transação. Nos Estados Unidos, a candidata à presidência Hillary Clinton já anunciou que em seu governo o serviço público vai ser todo realizado através dessa tecnologia.

“Começamos como tribo e domínio do fogo,  fomos para o arado com a família. Passamos pela indústria, e agora tudo é rede, mas o serviço público do Brasil é da era antes de Ford. Tem protocolo ainda”, disse.

Para os empresários, Luiz Ludwig deixa um recado. “Quer ser competitivo? Inove!  As ideias estão no futuro que não existe e pode ser criado.  Não está previsto, mas as tendências são identificadas. E ouçam: o jovem está sempre certo sobre o futuro”, indicou.

E não há grandes fórmulas para saber se algo vai dar certo. Segundo o professor, basta perceber que se alguém entrou na justiça, é porque vai dar certo. Este é o caso atual dos taxistas contra o Uber e, antes, da telefonia contra o Whats App.

Sobre o serviço de asseio e conservação, o palestrante é catedrático em dizer que é necessário que os empresários se atualizem sobre o que a nova geração de clientes deseja. “Não vai na onda da velharia que vai dar errado”, brincou.

A estratégia, portanto, é decidir contra quem irá competir e o que fazer. Se a competição for só com base em preços, a empresa está acabada.

“O serviço é intangível e o resultado é sentimento. Vocês não entregam geladeira, entregam sentimento”, disse Ludwig, que ainda deixou mais um conselho: “Vocês têm que se unir cada vez mais. O negócio é o poder do conjunto. E não esqueçam que o cliente está sempre razão, ele está no controle, porque o dinheiro está no bolso dele e você quer que venha para o seu. Temos que aumentar o valor percebido pelo cliente pelo menor custo com conhecimento. Portanto, agrade-o sempre”.

Quanto à inovação no país, para Ludwig, falta muito ainda, porque as pessoas confundem criatividade com inovação. “O Brasil não cresce porque não tem resultado.  Se não cresce, não tem emprego e nem investimento. O que falta nesse país é líder. Criatividade é coisa de pobre.  Uma coisa é uma ideia e outra é resultado,  isso é inovação.  Inovação é talento, não é conhecimento.  As pessoas recebem pela raridade e não pela importância”, pontou.

Para inovar, os empresários devem perceber que todas as inovações da humanidade foram feitas com metas impossíveis. “Coloque uma meta difícil e não contrate gente que goste de trabalhar,  contrate gente talentosa. A competitividade está baseada em gente.  A única coisa que presta na tua empresa são as pessoas que você tem lá”.

Mas ter talento, segundo o especialista, é diferente de capacitação.  É o que uma pessoa faz diferente da outra, o que envolve sentimento,  pensamento e, principalmente, comportamento produtivo quando aplicado.

Por último, Ludwig deixa a mensagem: “parem com essa coisa de dividir mão de obra de quem pensa. É o ‘valetudismo’ que funciona”, disse.

Publicado em COBERTURA ENEAC 2016 | Com a tag , , , , , , , , | Deixar um comentário

Uniabralimp recebe inscrições para cursos em outubro

unnamed

Em outubro, a Uniabralimp abre vagas para os cursos de Técnicas de Limpeza, Tratamento de Pisos, Liderança de Equipes e Televendas para resultados. As aulas são presenciais ou online. As inscrições podem ser feitas pelo site www.uniabralimp.com.br. Mais informações pelo telefone (11) 3079-2003 ou email: uniabralimp@abralimp.org.br.

Publicado em AGENDA, EVENTOS, MERCADO, SEAC-RJ | Com a tag , | Deixar um comentário

Seac-RJ oferece palestra gratuita aos profissionais de RH

implantandomarketing_imagem

“Planejamento estratégico pessoal e carreira: alternativas em tempos de crise” é o tema da palestra de RH oferecida pelo Seac-RJ em outubro aos gestores das empresas associadas. A apresentação ocorrerá no dia 04/10, a partir das 16h. As inscrições são gratuitas e devem ser realizadas antecipadamente, pois as vagas são limitadas.  Mais informações pelo e-mail seacrj@seac-rj.com.br ou pelo telefone: (21) 2253-5661

 

 

Publicado em AGENDA, EVENTOS, RH, SEAC-RJ | Deixar um comentário

Empresários se reúnem com ministro do TST, Douglas Alencar Rodrigues, na 25ª edição do Eneac

A reforma trabalhista com a possibilidade da flexibilização de relações entre empregador e trabalhador, tão amplamente discutida após a posse do novo presidente Michel Temer, foi um dos temas apresentados pelo ministro do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Douglas Alencar Rodrigues, na palestra “Questões controvertidas de direito individual e coletivo do trabalho”, durante a  25ª edição do Eneac, realizado entre 21 e 25 de setembro, em Salvador, na Bahia.

eneac-2016-ministro-douglas-rodrigues
Ao iniciar a sua apresentação, o ministro elogiou a diversidade de temas discutidos no Encontro, afirmando que a “categoria de asseio tem preocupações que transcendem as regras trabalhistas e que passa também por política, tecnologia e meio ambiente” e ambientou a plateia sobre como as ações coletivas construíram as regras trabalhistas.

“A legislação do trabalho surge muito antes do fim da República Velha. É preciso entender o cenário histórico, político e econômico que o Brasil vivenciou a partir da segunda metade do século XIX, com as ondas imigratórias que trouxeram contingentes expressivos de cidadãos europeus, que se instalaram e trouxeram práticas coletivas de trabalho. Eu costumo sempre afirmar que o direito individual do trabalho é fruto da ação coletiva dos trabalhadores. É a articulação coletiva dos interesses das classes empresarial e profissional que faz produzir a normatização estatal”, explicou.

Com a dívida pública superando R$ 4 trilhões, Rodrigues lembrou que o cenário político atual do país está pautado em três temas que chamam atenção do Judiciário: as reformas trabalhista, previdenciária e tributária. Na área trabalhista, surgem diversas propostas e uma delas, que é de interesse das empresas prestadoras de serviços é a que regulamenta a terceirização. Em seu discurso, Douglas enumerou antigos argumentos de precarização e rotatividade de mão de obra, para expor seu posicionamento acerca da questão.

Sobre jornada de trabalho, o ministro disse que há várias questões que são debatidas hoje no TST, uma delas refere-se ao intervalos para refeições e descanso.

“Há determinadas categorias que se reúnem, fixam e celebram normas coletivas, reduzindo os intervalos de jornada de trabalho para aquém dos padrões já estabelecidos ou mesmo suprimindo. A supressão do intervalo intrajornada tem sido alvo de inúmeras disputas judiciais e reclamações trabalhistas que têm como pano de fundo a qualidade de normas coletivas acordadas com esse conteúdo”, afirmou.

Douglas citou a súmula 437, que prevê a ineficácia de qualquer norma coletiva que implique na redução do nível de intervalos intrajornada nos padrões da CLT.

Quanto ao regime de trabalho 12 x 36, o ministro enfatiza que a Constituição estabelece que a jornada de trabalho não pode ultrapassar as oito horas diárias ou 44 horas semanais e que a CLT prevê a possibilidade da prorrogação de até duas horas nestas diárias.

Mas a jurisprudência admitiu e reconheceu a validade da negociação coletiva que introduziu a jornada 12 por 36. Há atividades que são previstas em lei com esse regime, como a de vigilância.

Outro tema abordado por Douglas Rodrigues foram os turnos de revezamento. Ao citar o Artigo 7, Inciso 13, que estabelece limite de horário de 6 horas para trabalho prestado em turnos ininterruptos de revezamento, o ministro lembrou também que há acordos coletivos que passam por cima do estabelecido. “As categorias se reúnem e estabelecem a ampliação desses limites e a jurisprudência, busca impor limites com a Súmula 423 com limite máximo de oito horas”, afirmou.

O entendimento do TST, segundo o ministro, é que o trabalho prestado em turnos alternados impacta no funcionamento biológico, psíquico e até social do indivíduo. “As normas coletivas insistem em suplantar esse limites, o que gera vários processos trabalhistas”, disse.

eneac-2016-ministro-douglas-rodrigues-tst

JOVENS APRENDIZES E COTA DE DEFICIENTES – O ministro falou também sua interpretação quanto ao cumprimento das cotas de aprendizes e deficientes, que se tornam metas dificilmente atingidas por alguns segmentos, como o de asseio e conservação.

Quanto à cota de aprendizes, o Tribunal Superior do Trabalho já tem um entendimento mais positivo e claro da dificuldade das empresas.  Segundo as exigências do Decreto nº 5.598/05 e da CLT, jovens entre 14 e 24 anos podem integrar as empresas que devem manter entre 5 e 15% do seu quadro efetivo para este tipo de público.

“Identificamos quais são os campos de trabalho para esses jovens e chegamos à conclusão na 7ª turma de que o trabalho não poderia para ser exercido em algumas funções que geram riscos aos trabalhador menor, como atividades insalubres ou que exijam a maioridade para dirigir, por exemplo”, explicou.

Ao analisar o caso de uma empresa de transportes, o TST entendeu que os percentuais devem ser identificados e cobrados de acordo com as atividades exercidas pela empresa. “Não tinha noção de que isso acontecia no país inteiro”, citou.

A cota de deficientes, outro assunto muito recorrente na justiça do trabalho, foi também comentada pelo ministro, que reconhece a dificuldade das empresas para encontrar profissionais com esse perfil.

“Essas pessoas são disputadas a preço de ouro no mercado de trabalho e nós tivemos uma análise da matéria no sentido de que se as empresas tentam encontrar esses trabalhadores junto às agências de contratação de mão de obra, sindicatos e INSS e não conseguem, efetivamente elas não podem ser punidas”, constatou.

Douglas anunciou ainda que há uma nova proposta do Ministério Público do Trabalho, que sugere às empresas, tendo em vista a força da responsabilidade social que assumem no setor privado, a realização de programas de formação profissional para trabalhadores deficientes.

eneac-2016-ministro-douglas-rodrigues-tst

NEGOCIAÇÃO COLETIVA – O debate em torno da prevalência das negociações coletivas sobre o Judiciário é, para o ministro, um dos mais importantes que está sendo travado neste momento na Justiça Trabalhista,  a partir de julgamento do Supremo Tribunal Federal.

“Nós chegamos em 88 com uma Constituição anunciando a possibilidade da flexibilização do direito do trabalho com a redução de salários e alteração dos parâmetros da jornada. Durante muito tempo se discute qual o poder dos sindicatos na regulação das relações de trabalho e qual a vocação da negociação coletiva, que só existe para ampliar os níveis de proteção já inscritos na legislação estatal ou pode ser utilizada para flexibilizar, reduzir e inovar, contrariando preceitos da CLT?”, indagou Douglas, citando os incisos 6, 13 e 14 do Artigo 7º da Constituição Federal.

Ao falar do posicionamento do TST, o ministro ainda brincou com a plateia: “a impressão que eu tenho é que ninguém gosta da Justiça do Trabalho” e completou: “Na verdade, é sempre muito bom participar de um evento como esse para ouvir, trocar experiências e para que nos entendam também”, disse.

Por fim, o ministro Douglas Rodrigues mostrou-se aberto a entender mais as demandas dos sindicatos e fez uma ressalva às relações de trabalho praticadas hoje.

“Estamos abertos a ouvir e queremos participar de forma responsável de iniciativas que busquem prestigiar os sindicatos no Brasil. Respeitamos muito os sindicatos, empresários e trabalhadores, mas a forma como as relações do trabalho hoje no Brasil estão colocadas, que remontam a esse passado longínquo, precisam ser repensadas. São os senhores e as senhoras protagonistas desse processo histórico de definição das bases de um direito de trabalho que permita a promoção da cidadania nas relações de trabalho”, finalizou.

O diálogo com autoridades responsáveis por ações decisórias em diferente níveis, como o Tribunal Superior de Justiça, serve, do ponto de vista do presidente do Seac-RJ, Ricardo Garcia, como uma possibilidade de promover maior entendimento das demandas do setor. No entanto, ficou demonstrado na palestra que falta ainda abertura por parte dos ministros para a modernização trabalhista.

“Há ainda muitas dificuldades para convencer o Tribunal Superior do Trabalho sobre a necessidade de modernização trabalhista. Eles tomam decisões defendendo sempre o trabalhador e esquecem que sem empresa, não existe empregado. Essa é uma cultura atrasada da legislação trabalhista e dos tribunais do trabalho, e o ministro que aqui esteve hoje provou as posições dele em relação à terceirização de forma ainda muito fechada”, criticou Garcia.

O intervencionismo do Estado na economia é alvo de críticas também por parte do diretor superintendente do Seac-RJ, José de Alencar.

“É uma pena que essa visão do ministro do TST, que representa a alta corte da justiça trabalhista, é um pensamento ainda muito retrógrado e antigo. É óbvio que há pessoas com má conduta em todas as profissões, não só na terceirização, mas do jeito que ele colocou que a terceirização que nós tratamos no Congresso é precarização e só a que a gente sumulou, através da súmula 331 de limpeza e vigilância, é legal, é um absurdo”, comentou.

 

Publicado em COBERTURA ENEAC 2016 | Com a tag , , , , , | Deixar um comentário

Palestrante Toni D´Andrea mostra a limpeza como valor social no Eneac 2016

A palestra “Limpeza absoluta”, conduzida pelo italiano Toni D’Andrea, diretor executivo da Afidamp Servizi e, atualmente, também diretor do FORUM Pulire, Congresso Nacional da Indústria de Limpeza, na Itália, trouxe à tona uma visão diferente do conceito de limpeza.

eneac-2016-tonidandrea
“O conceito de limpeza é limpo. Isso é o que está no nosso imaginário coletivo. Limpeza e limpo expressam processo e resultado. São palavras que representam também uma oportunidade para refletir sobre a condição social dos homens, uma leitura dos valores morais que culminam no sentido original da humanidade, que são liberdade, igualdade, solidariedade  e felicidade”, explicou.

Ao longo dos últimos dez anos, Toni desenvolveu uma plataforma internacional de comércio justo chamado Pulire (9 locais em todo o mundo), que tornou-se um sistema de comércio integrado com a indústria de limpeza profissional. Ele é membro do Comitê Gestor de FEMIN (Federação Europeia de Fabricantes e Comerciantes de Máquinas de Limpeza, Materiais e Acessórios) e membro da ISSA European Board como representante nos países do Sul da Europa.

Como exemplo de limpeza ética, o palestrante citou a Lava Jato no Brasil e lembrou que os brasileiros estão vivendo uma fase de limpeza absoluta na política. “Acho que o Brasil está mudando positivamente.  Eu tenho uma visão otimista”.

Toni D´Andrea conceituou a palavra limpo como representante daquele que é desprovido de sujeira. “Falamos de negócio limpo, homem político limpa, lugar limpo. É uma expressão social muito usada, que significa um comportamento positivo”.

eneac-2016-toni-dandrea1

Esta nova abordagem do sentido de limpeza está inserida na atividade industrial. Segundo o especialista, o negócio de limpeza movimenta mais de 70 bilhões de euros e agrega mais de 140 mil empresas, que empregam milhões de pessoas na Europa.  Mas, para o palestrante, falar de limpeza é uma oportunidade de rever uma cultura de comportamentos e de acontecimentos dos últimos anos.

“A limpeza é o valor fundamental da sociedade em todo o mundo.  Não se trata apenas a limpeza, mas sim de ter novas atitudes.  Eu queria que o sistema de educação ensinasse na escola que a limpeza é uma ideia de uma sociedade melhor”, disse.

Publicado em COBERTURA ENEAC 2016 | Com a tag , , , , , | Deixar um comentário

Pará receberá XXX Geasseg

geasseg

O XXX Encontro dos Executivos dos Sindicatos de Empresas de Asseio e Segurança (Geasseg) será realizado entre os dias 19 e 21 de outubro em Belém – Pará. Organizado pela Febrac e Fenavist, o evento reunirá diversos executivos, de diferentes Estados, que se submeterão a uma intensa programação com o objetivo de melhorar as linhas de ação do Grupo e, consequentemente, melhorar a qualificação profissional das entidades patronais.

O Geasseg é uma ação pró-ativa da Febrac e da Fenavist e tem por finalidade a absorção de novos conhecimentos, prospecção de serviços e intercâmbio de informações e ideias, de forma a incrementar a capacidade gestora de prestação de serviços das entidades, viabilizando um aumento do associativismo e de receita sindical.

 

Publicado em AGENDA, FEBRAC, SEAC-RJ | Com a tag | Deixar um comentário

Pela segunda vez, Supremo faz acordo prevalecer sobre lei trabalhista

A Constituição prevê que as normas coletivas de trabalho podem abordar salário e jornada de trabalho e se um acordo firmado entre sindicato e empresa não passar dos limites do que é razoável, ele se sobrepõe ao que está previsto na legislação. O entendimento é do ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal, em um caso no qual reverteu a sentença de uma empresa que havia sido condenada a pagar horas extras no Tribunal Superior do Trabalho. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União na última terça-feira (12/9). Continue lendo

Publicado em LEGISLAÇÃO E JURISPRUDÊNCIA, SEAC-RJ | Com a tag , | Deixar um comentário

Reunião da diretoria do Seac-RJ

A reunião exclusiva da diretoria do Seac-RJ será realizada no dia 10/10, na sede do sindicato, às 18h30. No dia 24/10, neste mesmo horário, acontecerá a reunião aberta à participação de todos os Diretores e Gerentes das empresas associadas ao sindicato.

Publicado em EVENTOS, SEAC-RJ | Com a tag | Deixar um comentário

Executiva da Facop aborda os desafios da capacitação com tecnologia no setor

O treinamento da mão de obra empregada nos serviços de limpeza foi tema da palestra “Rompendo Barreiras – Capacitação operacional mediada pela tecnologia”, realizada pela superintendente executiva da Facop, Cássia Almeida.

20160922_102813

Cássia iniciou a sua palestra citando a fala do presidente do Seac-RJ, Ricardo Garcia, de que uma limpeza mal feita é reparada, mas a limpeza bem feita nem sempre é notada pelo cliente.

Tendo em vista que a qualidade da prestação de serviços deve ser uma tônica para a imagem do setor de asseio e conservação no mercado,  a Facop criou um curso de relacionamento com o cliente e acompanhamento dos serviços prestados.

“As atitudes das pessoas são a imagem da empresa.  Capacitar é, portanto,  investir em sua marca”, afirmou a palestrante.

Para a diretora da Facop, é através de ações como a produção do Balanço Social, que as empresas podem mostrar o fortalecimento do setor.

Nesse sentido, a Facop tem implantado diversas iniciativas para revelar à sociedade as realizações do setor. Uma delas é a criação do Museu da História da Limpeza, projetado para mostrar toda a evolução da tecnologia das empresas.

A entidade está também produzindo um documentário sobre os bastidores da limpeza. Segundo Cássia, o objetivo é mostrar o momento em que as luzes se apagam e todo mundo vai embora e no outro dia, tudo está limpo para que o local continue a funcionar.

“Vamos mostrar o show da limpeza realizado em períodos sem que as pessoas notem”, contou.

20160922_110532

O presidente do Seac-RJ, Ricardo Garcia, e o presidente do Seac-PR, Adonai  Aires de Arruda, foram mediadores da palestra da superintendente da Facop, Cássia Almeida

Cássia destacou que a importância dos cursos presenciais,  que trazem resultados perante os profissionais, contratantes e sociedade.

A educação à distância é outro investimento realizado pela Facop.  O desafio, segundo a diretora,  foi transmitir toda a prática do setor para o meio digital.

Atualmente, há nove títulos de treinamentos específicos que passam por coleta urbana, limpeza hospitalar, portaria,  recepção, limpeza administrativa e de reparação. Os treinamentos consistem em demonstrações em vídeos de como realizar o serviço com excelência e são usados tanto nas empresas que atuam no setor quanto nos próprios clientes.

“É uma barreira que está sendo vencida,  pois o próprio contratante está mais consciente da importância do treinamento e adotando internamente os treinamentos”, disse.

TECNOLOGIA – Capacitar e treinar os funcionários de acordo com as novas tecnologias,  desde as mais simples, é o foco que as empresas devem ter.

“O uso do mop é um exemplo prático.  Quem nunca ouviu reclamação do cliente dizendo que o trabalhador torceu pano de chão na pia?  Isso pode ser evitado com o uso do mop”, pontuou.

Ricardo Garcia elogiou a palestra e o trabalho da Facop e lembrou que seria importante explicar melhor para empresários de outros estados como funciona o ensino à distância, já implantado em Mato Grosso do Sul,  para que haja maior aproveitamento por parte de todo o país.

Publicado em COBERTURA ENEAC 2016, EVENTOS | Com a tag , , , , , , , | Deixar um comentário

Saúde é tema de palestra do apresentador Fernando Rocha, do Bem Estar da TV Globo

Os cuidados com a saúde, combate ao estresse e o desafio para emagrecer foram alguns tópicos da palestra “Como cuidar da sua saúde”, do apresentador do programa Bem Estar, da TV Globo, Fernando Rocha.

20160922_091540

De forma bem humorada, uma marca do seu trabalho na televisão, Fernando contou a trajetória de sua carreira até chegar ao programa Bem Estar,  onde se aprofundou no tema saúde.  Com a nova fase, veio também o desafio de encarar dietas em busca de perder peso e ter uma vida mais saudável.

“Eu me sentia orgulhoso de ser gordinho e até dizia que eu representava os obesos,  enquanto a Mariana Ferrão (também apresentadora do Bem Estar), os magrinhos. E seguia a vida com o peso de 115 kg. Eu via a realidade que queria ver e não me preocupava com o que comia”, contou.

Fernando lembrou do momento em que decidiu mudar. “Foi quando eu estava tomando banho e não pude ver o meu pé (risos)”.

Na luta contra a balança,  Fernando sugeriu ao programa fazer um quadro de emagrecimento que geraria a participação do público nas redes sociais. E assim foi criada a hashtag #afinarocha.

Durante dois meses,  o apresentador só poderia consumir 800 calorias e as pessoas nas ruas ficavam tomando conta para que ele não saísse da dieta. “A vida era contada em gramas,  dia a dia”, disse.

A lista de problemas que uma pessoa pode eliminar evitando o aumento de peso foi destacada pelo jornalista, passando pelo risco de AVC,  diabetes e infarto.

20160922_094050

Outra questão levantada durante a palestra é que após a dieta,  a pessoa volta para a vida real. E é nesse momento que o cuidado deve ser redobrado para não voltar a ganhar peso. E foi assim que veio o #afinarochavidareal.

Neste percurso,  o apresentador descobriu diversas terapias,  como a dieta da hipnose,  a dieta da saudade,  do esporte,  entre outras.

“Hoje, eu tenho um objetivo de dez mil passos por dia e nove horas semanais de exercícios. Com isso, encontrei mais vitalidade para fazer minhas atividades”.

Fernando indica que tudo isso deve ser feito encontrando a medida certa, o meio do caminho.

“É importante entender que medicina não é ciência exata.  Faça o que conseguir.  Se for somente dez minutos por dia,  faça.  Se você não gosta de atividade física,  é porque você ainda não encontrou, mas procure uma que realmente te agrade”, recomendou.

Publicado em COBERTURA ENEAC 2016 | Com a tag , , , , | Deixar um comentário

Diretor da Kärcher, Abilio Cepêra, aponta para necessidade de inovações em serviços

Na palestra A influência da digitalização nos negócios das empresas de asseio e conservação”, Abilio Cepêra, diretor geral da Kärcher, explicou como a digitalização pode modificar os negócios.

O diretor iniciou a sua apresentação fazendo um panorama sobre o mercado digital de hoje. Abilio lembrou que Facebook e Google, por exemplo, concentram grande parte do mercado comprando pequenas empresas.  Para ele, os empresários do setor de serviços também precisam ter um olhar mais inovador sobre o mercado.

20160922_081601

“Temos a tendência de gerenciar as nossas empresas como um grande navio, o que não acompanha a velocidade das tecnologias atuais. Hoje, as informações são trocadas entre diversos dispositivos e isso faz com que qualquer transformação seja realizada numa velocidade muito grande, o que muda o comportamento do consumidor”, explicou.

A forma como as pessoas hoje são influenciadas é muito diferente do passado e acontece em grande parte através do meio digital. Abilio destaca que o Uber, por exemplo, mudou não só o negócio de táxi, mas o comportamento do usuário, ao utilizar o modelo de aplicativo para atender seus clientes.

NEGÓCIO DISRUPTIVO – O palestrante mostrou como exemplo de negócio disruptivo, o caso da empresa Thermondo,  que oferece aquecimento por uma taxa mensal nos Estados Unidos, o que muda a indústria,  pois o usuário deixa de comprar o aquecedor e de usar o serviço de reparos de um técnico especializado, para adotar este novo modelo de consumo.

20160922_0842210

Sobre o mercado de limpeza,  Abilio lembrou que é preciso que o setor inove. “Em todos os exemplos de negócios disruptivos,  vemos que as empresas olharam para o cliente”, disse.

O palestrante apresentou casos de marcas americanas que atendem os clientes através da internet para solicitar serviços de limpeza.

Ao final da palestra,  Ricardo Garcia lembrou da visita que fez à Kärcher,  na Alemanha,  e elogiou a alta tecnologia empregada.

“Seria importante termos um aplicativo específico para o setor de limpeza,  de forma que pudéssemos fazer o atendimento aos nossos clientes e também controlar a supervisão de mão de obra.  Seria uma revolução para as empresas”, apontou Garcia.

Publicado em COBERTURA ENEAC 2016 | Com a tag , , , , , | Deixar um comentário

Ricardo Garcia participa de painel sobre robotização nas empresas com Thomas Boscher

A segunda palestra do Eneac 2016 foi “Robotização nas empresas”, com Thomas Boscher, VP e gerente geral da Intellibot. Diversey Care, uma divisão da Sealed Air. Redução de mão de obra e segurança e limpeza melhoradas são algumas das vantagens para as empresas que adotam este tipo de tecnologia.

20160922_104048

“Esses robôs limpam o mesmo lugar da mesma forma todos os dias e você só precisa treiná-los uma vez. São muito seguros e possuem vinte sensores que lhes ajudam a limpar mais rapidamente”, explicou.

As máquinas possuem quatro modos de operação: manual; limpeza spot, no qual com apenas o clique de um botão, o robô sai para limpar o piso; area clean, com mais de vinte mapas pré-configurados no robô, e o modo mapa, que programa a máquina para limpar por mais de quatro horas e meia sozinha.

20160922_104206

Segundo Thomas, a máquina consegue limpar mil metros quadrados por hora.

“Quando falamos de redução de mão de obra, a maioria dos clientes realoca para outras competências ou transforma em economia e lucro direto”, afirmou.

Outro ganho para as empresas é o marketing que se pode realizar a partir do uso dos robôs em suas instalações.

O palestrante mostrou o exemplo de robôs personalizados que são usados em um hospital pediátrico. O diretor disse que comprou pelo valor de marketing para o hospital.

20160922_105644

Ao final da palestra, o presidente do Seac-RJ, Ricardo Garcia, falou ao convidado da dificuldade de aplicar a robotização no Brasil.

“Os clientes exigem ainda a presença dos trabalhadores. Há necessidade de mudança cultural do mercado”, afirmou.

Publicado em COBERTURA ENEAC 2016 | Com a tag , , , , | Deixar um comentário

Eneac inicia com panorama político do Brasil apresentado pelo comentarista Kennedy Alencar

A abertura das palestras do Eneac 2016 foi realizada pelo comentarista de política e economia da rádio CBN e do SBT, Kennedy Alencar, com a palestra “Panorama Político do Brasil”.

20160922_095834

Ao falar para os empresários do setor, Kennedy deixou um recado sobre a votação do projeto de terceirização.

“Se vocês não se unirem à Fiesp, dificilmente esse assunto vai andar, porque o Temer acha que é um vespeiro. Para ele, a CNI e a Fiesp já estão atendidas com a CPMF. Hoje, não há consenso entre as entidades interessadas, o que faz o projeto perder força política. É preciso que haja mais negociação, porque aí sim o Temer vai ver o projeto com bons olhos”, disse.

Em seu discurso, o jornalista apresentou uma visão geral sobre a política nacional e o posicionamento do presidente Michel Temer.

“O Temer errou ao abrir demais o leque de ambições dele e não há tempo para tudo isso,  são apenas dois anos”, afirmou.

Com a agenda muito ampla, Kennedy anunciou que o presidente decidiu enxugar as metas e que terá que focar na PEC que limita os gastos públicos e a reforma da Previdência. Para o comentarista,  se forem realizadas essas duas reformas, Temer terá chance de sair bem do governo.

“O Temer chegou ao poder para arrumar a economia e ele não tem que fazer outra coisa”, frisou.

Para ele,  a política continuará a ser o principal nó do Brasil, principalmente porque há um Congresso muito dividido e polarizado.

Com o impeachment de Dilma Roussef, o Congresso ganhou muita força e está muito fragmentado. Segundo o comentarista,  esse tipo de processo gera muita fragilidade na imagem do país.

“Em 30 anos, o Brasil já retirou dois presidentes do cargo, e isso sinaliza para os investidores externos que o país é muito instável”, afirmou.

O peso da Lava Jato,  para Keneddy, é muito forte, principalmente após a queda de Dilma e Cunha.

“O legado da Lava Jato será a mudança de cultura que iniba mais a corrupção. Essa investigação de ricos e poderosos vai elevar o nível da relação entre os políticos e as empresas”, observou.

Kennedy apontou que deve haver uma preocupação com as empresas que estão sendo investigadas, pois elas também são responsáveis pela empregabilidade no país.

Ao final, o jornalista foi convidado a participar de uma discussão mediada por Jeferson Nazário, presidente da Fenavist, e Fábio Sandrini, conselheiro consultivo da Febrac. O jornalista falou da sua visão de futuro para o Brasil.

“Sou otimista em relação ao crescimento do Brasil. Acho que a Lava Jato melhora o país. E isso vai passar. Ela não está fazendo um combate à corrupção, mas à impunidade. Não se trata de acabar com o PT, mas com a impunidade”.

Kennedy tem um blog de informação, análise e opinião, o Blog do Kennedy.

Publicado em COBERTURA ENEAC 2016 | Com a tag , , , , , , | Deixar um comentário

Empresariado e centrais sindicais divergem sobre terceirização de atividade fim

Foco do governo é na aprovação da PLC nº 30/2015, que tramita no Senado, e trata sobre terceirização

cebrasse

O governo Temer decidiu deixar a reforma trabalhista para o próximo ano. Porém, as mudanças nas relações trabalhistas vão acontecer por partes . Após o Supremo Tribunal Federal (STF) aprovar do regime de 12 horas por 36 horas para os bombeiros civis, o que abre precedente para outros grupos de trabalho discutirem a extensão da jornada, entra em foco a regulamentação da terceirização.

Atualmente, tramita no Senado o Projeto de Lei da Câmara (PLC) nº 30/2015, que causou polêmica por incluir a permissão de terceirização também de atividades fins. A discussão sobre os prós e contras da aprovação do projeto passa por questões como geração de empregos durante a crise, quando o Brasil acumula taxa de desemprego de 11,6%, segundo o IBGE, e precarização do trabalho. Continue lendo

Publicado em LEGISLAÇÃO E JURISPRUDÊNCIA, SEAC-RJ | Com a tag , , , | Deixar um comentário